sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Formação Da Terra: Da Origem Aos Dias Atuais

Ao longo desses 4,5 bilhões de anos, a Terra passou por diversas transformações, desde o processo de resfriamento e solidificação da camada externa até as decorrentes da intervenção humana. Essas transformações deixaram e continuam deixando marcas bem definidas no material que compõe a crosta, ou seja, as rochas. Por meio de sistemáticos estudos das transformações pelas quais a Terra passou, foi possível dividir a história geológica do planeta em diversas fases, utilizando para isso uma escala do tempo. 

À 4,5 biliões de anos foi assim...ou assim se pensa...

Ainda não se sabe, ao certo, como o sistema solar foi formado. Existem várias teorias, mas apenas uma é actualmente aceite. Trata-se da Teoria Nebular ou Hipótese Nebular.
O Sol teve origem numa Nebulosa. Esta terá entrado em colapso gravitacional (as partículas da Nébula começaram a juntar-se e a comprimir-se). Isto provoca o aumento da atracção gravitacional que por sua vez faz com que mais matéria se junte e vice-versa!
Devido à compressão, o centro da Nebulosa aquece e começa a brilhar. Está formado o Proto-Sol. Por esta altura deixaríamos de ter um amontoado desorganizado de gás e poeiras e ficaríamos com uma estructura discóidal com um adensamento no centro. Aí a acumulação de matéria continua, o que vai dar origem ao início de reacções nucleares que permitem assim à estrela recém-formada resistir à pressão gravitacional.
O gás e a poeira restantes começam a aglomerar-se em pequenas zonas em volta da estrela formando os planetesimais ( rochas de pequeno tamanho ) que por sua vez se aglomeraram para formar os proto-planetas ( planetas primitivos ). Na zona mais perto do Sol, onde as temperaturas eram mais elevadas, ocorreu condensação de matéria que levou à formação dos planetas telúricos, terrestres ou interiores. Na área mais afastada, onde a temperatura era menor, ocorreu condensação de matéria mais semelhante à da estrela formando os planetas gasosos, gigantes ou exteriores.


Quando Tudo Começou

Uma das teorias científicas mais aceite para explicar a origem do universo é a teoria do Big-Bang ou da Grande Explosão.
Em 1916 Albert Einstein publicou a teoria da relatividade, onde dizia que o universo estaria a expandir-se ou então a contraír-se, contrariando a ideia de que o universo seria estático ou inerte, aceite até então.
A partir daí, diversas pesquisas foram feitas com a ajuda de telescópios, e os cientistas puderam deduzir que o universo realmente se expandia, porém de modo ordeiro. Para entendermos a ideia do Big-Bang devemos fazer o caminho contrário. Ou seja, se ao invés de o universo se expandir a todo momento, ele fosse contraído.
Todo o universo convergiria, até voltarmos a um único ponto de origem, o ponto inicial de matéria.
Há uns 15 a 20 bilhões de anos atrás o universo não existia, nem o espaço vazio, nem mesmo o tempo.
Tudo o que havia era uma esfera extremamente pequena, do tamanho da ponta de uma agulha. E esse pontinho há cerca de 18 bilhões de anos teria explodido formando o universo actual.
Essa explosão aconteceu numa fracção de segundos, expandindo o universo a uma velocidade muito superior à da luz.
Essa explosão causou a expansão do universo, a qual é observada até aos dias actuais, o que traz grandes reforços para a teoria do Big-Bang. Após o Big-Bang e a partir da matéria proveniente dele, foram-se formando as constelações. Os planetas formaram-se a partir de restos da nuvem cósmica que surgiram após a grande explosão.
Mas, apesar de ser uma tendência investir na teoria do Big-Bang, temos de considerar que o argumento que o suporta possa ser um fenómeno regional. Ou seja, essa expansão está a acontecer apenas nos limites observáveis do universo, até ao alcance do mais potente telescópio, o Hubble. Diante disso existe a possibilidade desse fenómeno não atender todo o universo.
Nesse caso, o que até hoje foi observado seria somente um processo de dilatação regional de causa ainda desconhecida.