terça-feira, 10 de julho de 2012

Território na Antropologia



As experiências de um geógrafo na Índia e no Brasil e de uma antropóloga na Guiana e no Brasil, desenvolvidas com objetos e olhares disciplinares diferentes, servirão de fio condutor a uma reflexão teórica e metodológica sobre a prática de um campo que confere uma atenção importante ao espaço, tanto como contexto de investigação quanto como recurso pelos atores investigados. De fato, trata-se de mudanças numa dupla dimensão: mudanças na capacidade dos atores, sujeitos dos seus próprios futuros, de iniciar alterações no espaço do cotidiano; assim como mudanças no contexto onde acontecem estas ações, a metrópole carioca, cujo espaço político é submetido à necessidade de gerar dinâmicas que podem ser analisadas na perspectiva da “sustentabilidade” urbana.

A observação das praticas de alguns atores, atuando entre esferas formais e informais, marcados pela mobilidade social e espacial, e por uma flexibilidade de atuação e de institucionalização, permitiu encarar uma mudança de paradigma da parte dos pesquisadores. O desafio se materializa na construção de um olhar interdisciplinar que possa posicionar estes atores, considerados como marginais pelo público, no centro da dinâmica sustentável da metrópole do Rio de Janeiro. Na construção deste olhar, entre teoria, metodologia e extensão, o papel dos itinerários individuais dos pesquisadores é determinante, assim como o foi a influência científica do núcleo de pesquisa FACI (Favela e Cidadania) da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde estas pesquisas foram realizadas. Este núcleo de excelência desenvolve desde 2005 pesquisas empíricas e reflexões teóricas em torno destas mudanças de paradigma.

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